terça-feira, 25 de agosto de 2009

INTERNACIONALIZACAO POLITICA E TRANSPORTES AO GOSTO DO PS‎

por Humberto Ferreira

AMIGOS: tenho notado nas últimas edições do Expresso uma certa tónica de oposição ao PSD e na edição de 22 de Agosto de 2009 ainda mais. Parace que estão a pagar fretes ao Partido do Sócrates. Nomeadamente:

O Duque e o Plebeu - Crónica semanal do Expresso‎ - com dois pontos de vista muito interessantes, que reflectem o humor de um lado e o rancor e o dever de louvar do outro.

Em 2006 quando o gabinete de Estudos do Ministério da Economia, chefiado por MIGUEL LEBRE DE FREITAS, me pediu um estudo sobre a INTERNACIONALIZAÇÃO DO PAÍS. Um estudo que revelou que as nossas exportações estavam a ter maior conteúdo tecnológico e a diversificar os mercados de destino.
COMENTÁRIO HF - Esta é a cartilha mais fácil: o futuro das nossas exportações passa pela concentração na área tecnológica. Dizem que com bastante maior valor que a cortiça e rolhas, pasta de papel, moldes e plásticos, moda e têxteis-confecções, têxteis-lar, vinhos, águas, cervejas, mármores e pedras ornamentais, indústria mecânica ligeira e pesada, mobiliário, laminados, azulejos, revestimentos, cerâmica, vidros e cristais, fruta e produtos hortícolas (mimos), etc. O pior é que se vai fazer às centenas de milhares de operários que trabalham (TRABALHAVAM) nestas actividades, AS QUAIS AINDA CONSTITUEM A MALHA DO TECIDO PRODUTIVO LUSO? Deixam-nos morrer à fome? Depois de extinto o período do subsídio de desemprego? E os consumidores vão deixar de consumir comestíveis e objectos de uso quotidiano? Passando a alimentar-se exclusivamente de bens cibernéticos?
MAS QUE GERAÇÃO DE ECONOMISTAS, POLÍTICOS E JORNALISTA É ESTA? QUEREM-NOS FAZER PASSAR POR IGNORANTES?

P - Os empresários chegariam à internacionalização sem um "empurrão" do Estado?
R - Os empresários chagam onde chegam por eles, em CONJUNTO COM OS TRABALHADORES. E é por eles que têm de chegar sempre. O QUE OS GOVERNOS PODEM FAZER É DESBUROCRATIZAR, facilitar a vida às empresas. E NESTE ASPECTO ESTE GOVERNO FOI EXEMPLAR. Hoje, 70% das empresas estão a ser criadas na hora. É um impulso brutal ao empreendorismo! Claro que ainda há muuto a fazer na parte do licenciamento e é uma das coisas que o PROGRAMA DO PS propõe. E na parte das EXPORTAÇÕES há muitas formas de apoiar as empresas, QUE NÃO SÓ ATRAVÉS DE SUBSÍDIOS.
COMENTÁRIO HF - Primeiro: os empresários portugueses perdem-se quando não são orientados pelo Governo. Terá de nascer e de se formar um nova geração de empreendedores e verdadeiros empresários. Os portugueses são mais PATRÕES que empresários e DESCONFIAM de todos: dos governos, dos sindicatos, dos concorrentes, dos próprios sócios. E O QUE FEZ SÓCRATES PARA MUDAR ESTE VÍCIO? Nada. Apenas fez promessas e semeou alguns subsídios aqui e além, especialmente aos amigos dos amigos, como no caso do negócio dos Magalhães - 300 mil vendidos à Venezuela?
Segundo: 70% das empresas estão a ser criadas NA HORA. Mais uma estatística para europeu admirar. E as empresas que FALIRAM? Mais os trabalhadores que estão sem esperança no DESEMPREGO? Só as empresas recentes é que CONTAM? MAS QUE ECONOMISTAS SÃO ESTES? SÓ ELOGIAM O SANGUE! DAS FALÊNCIAS E DO DESEMPREGO!
Terceiro - É VAGA A RESPOSTA SOBRE AS FACILIDADES DE LICENCIAMENTO DE ACTIVIDADES, PROJECTOS E INICIATIVAS. A maior parte das empresas inauguradas pelo governo não tinham ainda sido licenciadas. PORTUGAL NÃO SE LIVROU DA PESADA BUROCRACIA COM SÓCRATES. É TUDO APENAS PROPAGANDA FICTÍCIA, alimentada por estes jovens génios!
Quarto - A alterntiva aos subsídios são as linhas de crédito anunciadas quase diariamente pelo PM. Mas na prática, o tempo que medeia entre o anúncio mediático de Sócrates e a implementação de cada linha de crédito, vale muitas vezes a perda do negócio ou a falência da firma. É SÓ ISTO. LAMENTO QUE ESTE JOVEM NÃO TENHA A CORAGEM DE DENUNCIAR ESTE FORRÓBODÓ EM QUE TEMOS VIVIDO DE APRESENTAÇÕES PARA A TV. lutando por um sistema eficaz de acesso ao crédito (inclusivamente para a exportação e internacionalização). AFINAL É SÓ TEORIA!

P - Como se exporta quando ninguém importa?
R - Ninguém está a pensar aumentar as exportações em 2009. Está-se a apostar na retoma. E vai haver muito espaço para crescer. No cimo disto tudo está a diplomacia económica.
COMENTÁRIO HF - Deixa.me rir. Negócios diplomáticos já chegam: a Qimonda, as Minas de Aljustrel, a venda de milhões de Magalhães para a América Latina, o negócio da Embraer e da Repsol, etc. Tudo na corda bamba. Tudo para enganar eleitor.
Olhe que não doutor! Há muitas empresas que se não exportarem em 2009, encerram! E há sempre comestíveis e objectos de uso quotidiano que os mercados estrangeiros não dispensam, Compram menos, mas compram!
P - Até onde deve ir a intervenção do Estado e o que marca a diferença entre o PS e o PSD, quanto ao investimento público, por exemplo?
R - O programa do PS é muito claro: apoiar as empresas e a economia no sentido de terem mais qualificação e melhor acesso à tecnologia e às ligações à Europa, A alternativa a isto é dizer: vamos emagrecer. Deixar de ter Estado. Se a ideia é Portugal ficar com as contas externas equilibridas, mas mais pobrezinho, é VIÁVEL, mas não é a IDEIA do PS.
COMENTÁRIO HF - Apoiar as empresas significa empenhar todo o ESCASSO investimento disponível na construção do TGV e da TTT? A solvabilidade de Portugal passa pelo agravamento do endividamente externo público e privado. até quando? E até quanto?
O dr. Manuel de Herédia Caldeira Cabral saberá o que está a dizer? O TGV é uma questão de não deixar Portugal desligado das redes europeias? Até onde? A Madrid? Vá lá, até Barcelona? Ou até Marselha? Ou Paris via Marselha? É a linha salta-pocinhas?
E a bitola ibérica (mais larga que a eruopeia) não nos isolou da Europa? Não! O Sud-Express funciona há mais de sete décadas e as carruagens são de bi-bitola - em Irun passam para a biotola mais estreita. E A Wagons-Lits continua a operar, tal como o Orient-Express para Instanbul. Para passageiros especiais. A rede TGV Europa é ainda muito incipiente. A rota Madrid-Barcelona foi recente e Madrid-Paris ainda não está programada. Talvez porque é um investimento que não pode concorrer com os voos low-cost? Claro, para o PS, somos um país rico (até porque só os ricos podem estar tão endividados) e portanto temos que ajudar os alemães e franceses a vender os seus equipamentos ferroviários, mais eficazes para percursos até 400 km. Os economistas quando se pronunciam sobre transportes, devem, primeiro, estudar melhor a lição.

P - Construir o TGV é uma prioridade ou uma teimosia?
R - É um projecto em que a Espanha paga 2/3 e de um terço que nós pagamos, as ajudas comunitárias cobrem uma parte importante. SER OUNÃO RENTÁVEL é UMA IDEIA QUE, DE RESTO, NUNCA SE COLOCOU PARA O RESTO DA FERROVIA,
SE O PSD GANHAR AS ELEIÇÕES VAI ACABAR POR TER DE FAZER O TGV. NÃO ME PARECE QUE POSSA SALTAR POR CIMA.
COMENTÁRIO HF - Chamo a isto especulação e manipulação. A ESPANHA VAI TER AJUDAS PROPORCIONAIS A PORTUGAL. NEM PODERIA SER DE OUTRO MODO.
MAS O INCRÍVEL É COMPARAR A RENTIABILIDADE SOCIAL de UM COMBOIO DE ALTA VELOCIDADE (A PREÇO DE LUXO) COM OS TRANVIAS que pesam mais no défice da CP, ou com os COMBOIOS REGIONAIS que unem as principais capitais de distrito.
É ASSIM QUE OS PARTIDOS OU SEUS ADEPTOS, ESCLARECEM OS ELEITORES: mentindo, manipulando e especulando. É POR ISSO QUE OS ELEITORES SE AFASTAM!

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